sexta-feira, 25 de março de 2011
25 Anos do Oceano pacifico
Oceano Pacífico" faz 25 anos
15 | 10 | 2009 08.47H
Faz hoje 25 anos que estreava o Oceano Pacífico da RFM. Marcos André foi a voz que se ouviu naquele que é um dos mais antigos programas de rádio portuguesa. Depois veio o João Chaves, que ouvimos até hoje. Não sou desse tempo, mas sou de outros. O que não é de espantar já que a inconfundível calma do João e as músicas extraordinárias do Oceano atravessam gerações. Muitos estudaram noite dentro, muitos namoraram e depois casaram com a RFM by night. Porque continuamos anos e anos seguidores de tudo isto?
Talvez porque se atinge um estado de alma que nos agrada, descontrai e faz felizes. E explicar mais do que isto é impossível. Continue por muitos e bons anos. Amanhã comemoramos com mais intensidade a data.
Na Pousada de Sta Marinha, em Guimarães o João Chaves é o anfitrião de mais uma noite intimista. O Miguel Gameiro (Pólo Norte) junta-se à festa. Se puder aparecer, lá o esperamos para apagar as velas. E domingo, o Cruzeiro do Oceano parte pelos mares. Mais uma viagem, depois de tantas que fazemos sem sair do lugar.
(Crónica de Joana Cruz)
Crónica de Joana Cruz - Destak
domingo, 20 de março de 2011
Tecnologias são mais-valia para quem trabalha na rádio
Ele entra no Estúdio 1da RFM (no edifício da Renascença, em Lisboa) com o à-vontade de quem era capaz de fazer o que faz de olhos fechados. Senta-se à frente do microfone e dos computadores com a naturalidade nascida dos 20 anos de prática a fazer o Oceano Pacífico. Recolhe-se e deixa-se perder. Só ele e a sua música calma, de domingo a sexta-feira, das 22.00 às duas da manhã.
João Chaves tem o jeito, a técnica, o segredo. Cresce no ar a cada dia que passa e abraça as novas tecnologias como uma mais-valia para a sua profissão. "Gosto de fazer a minha caminhada andando para a frente, nunca para trás", explica ao DN "a voz" que, ano após ano, se foi transformando em sinónimo das noites na RFM.
Por isso mesmo, nunca se revoltou contra as mudanças que revolucionaram a rádio ao longo do tempo. Acarinhou-as, em vez disso. Mimou-as. Usou-as para aprender um pouco mais e para dar novo impulso à sua forma muito particular de mergulhar de cabeça no Oceano Pacífico.
"Antigamente, entrava no estúdio e limitava-me a cruzar discos. Nada, na maneira de fazer as coisas, me dava grande margem de manobra", recorda João Chaves, para quem o digital "veio revolucionar, sem margem para dúvidas, o sistema radiofónico" do País. O que mudou, entretanto?
"Tudo", garante o veterano, a resposta rápida de quem já passou por várias etapas e sabe ser esta a melhor. "Hoje é o locutor que dá a voz aos noticiários, que escolhe e corta os alinhamentos à sua maneira, que garante que o programa sai certinho. Temos muito mais responsabilidades em todo o processo, é certo, mas isso é óptimo! Gosto ainda mais de fazer rádio agora do que antes, se é que tal é possível."
E João Chaves sabe do que fala. não é à toa que a sua forma de passar música e de viver a rádio atravessou gerações de ouvintes. Conhece os meandros da técnica como as suas próprias mãos. Maneja-a com mais e mais destreza à medida que os anos passam. As três revoluções tecnológicas por que passou contribuíram largamente para que isso acontecesse. "Três grandes revoluções" - como gosta de lembrar - que mudaram a história e ditaram as novas regras do jogo.
"Assisti à passagem do vinil para o CD e essa época, para mim, ficou marcada pelos comentários de que a rádio ia acabar ali mesmo, que não havia hipótese de fuga, que era o fim." Acontecia o primeiro momento de viragem decisivo. "Depois, o CD deu lugar aos computadores e novamente ficou a pairar no ar a ideia do 'Agora é que é! Aqui termina tudo' ", prossegue João Chaves, referindo-se à segunda etapa e à nova viragem que daí resultou. "E eis que o computador acabou, finalmente, por dar lugar às cabinas auto-operadas e o locutor passou a ter uma importância nunca vista, sobrepondo-se aos técnicos de som." Até hoje.
Por maioria de razões, dizer que o trabalho se tornou ainda mais aliciante a partir daí é pouco, fica aquém da realidade. "É verdade que tenho muito mais que fazer agora, a carga está bem mais pesada no que diz respeito a tarefas e a responsabilidades. Mas o prazer também aumentou na mesma proporção", justifica o profissional, que nem por um momento pensa em disfarçar o entusiasmo que o move. "Gosto verdadeiramente do que faço. Adoro esta profissão!"
Não é de estranhar, portanto, que a resposta seja só uma - e chegue rápida - quando alguém lhe pergunta qual a fórmula que tem garantido o sucesso do Oceano Pacífico ao longo de mais de duas décadas "O gozo." O segredo de tudo está no prazer que tem no simples facto de estar em estúdio a brincar com o som, a seguir o estado de espírito do momento. A fazer o Oceano Pacífico "com a certeza de que os ouvintes estão a gostar tanto das minhas músicas quanto eu. É uma sensação única, não trocava isto por nada."
Nem precisa, sobretudo porque as coisas resultam bem há 21 anos. É tudo uma questão de jeito e de prática. "E de saber tirar partido das novas tecnologias, de modo a conseguir passar a melhor imagem sonora lá para casa." O computador permite-lhe corrigir um ou outro erro, ter a certeza de que os alinhamentos resultam no melhor timming e ser parte activa em todo o processo - que gere sem a interferências de terceiros, ao seu próprio ritmo. "As noites da RFM não mudaram muito, a forma de fazer as coisas sim. E ainda bem! Porque cresço em cada programa."
Ana Pago/ DN, 01/03/2005
João Chaves tem o jeito, a técnica, o segredo. Cresce no ar a cada dia que passa e abraça as novas tecnologias como uma mais-valia para a sua profissão. "Gosto de fazer a minha caminhada andando para a frente, nunca para trás", explica ao DN "a voz" que, ano após ano, se foi transformando em sinónimo das noites na RFM.
Por isso mesmo, nunca se revoltou contra as mudanças que revolucionaram a rádio ao longo do tempo. Acarinhou-as, em vez disso. Mimou-as. Usou-as para aprender um pouco mais e para dar novo impulso à sua forma muito particular de mergulhar de cabeça no Oceano Pacífico.
"Antigamente, entrava no estúdio e limitava-me a cruzar discos. Nada, na maneira de fazer as coisas, me dava grande margem de manobra", recorda João Chaves, para quem o digital "veio revolucionar, sem margem para dúvidas, o sistema radiofónico" do País. O que mudou, entretanto?
"Tudo", garante o veterano, a resposta rápida de quem já passou por várias etapas e sabe ser esta a melhor. "Hoje é o locutor que dá a voz aos noticiários, que escolhe e corta os alinhamentos à sua maneira, que garante que o programa sai certinho. Temos muito mais responsabilidades em todo o processo, é certo, mas isso é óptimo! Gosto ainda mais de fazer rádio agora do que antes, se é que tal é possível."
E João Chaves sabe do que fala. não é à toa que a sua forma de passar música e de viver a rádio atravessou gerações de ouvintes. Conhece os meandros da técnica como as suas próprias mãos. Maneja-a com mais e mais destreza à medida que os anos passam. As três revoluções tecnológicas por que passou contribuíram largamente para que isso acontecesse. "Três grandes revoluções" - como gosta de lembrar - que mudaram a história e ditaram as novas regras do jogo.
"Assisti à passagem do vinil para o CD e essa época, para mim, ficou marcada pelos comentários de que a rádio ia acabar ali mesmo, que não havia hipótese de fuga, que era o fim." Acontecia o primeiro momento de viragem decisivo. "Depois, o CD deu lugar aos computadores e novamente ficou a pairar no ar a ideia do 'Agora é que é! Aqui termina tudo' ", prossegue João Chaves, referindo-se à segunda etapa e à nova viragem que daí resultou. "E eis que o computador acabou, finalmente, por dar lugar às cabinas auto-operadas e o locutor passou a ter uma importância nunca vista, sobrepondo-se aos técnicos de som." Até hoje.
Por maioria de razões, dizer que o trabalho se tornou ainda mais aliciante a partir daí é pouco, fica aquém da realidade. "É verdade que tenho muito mais que fazer agora, a carga está bem mais pesada no que diz respeito a tarefas e a responsabilidades. Mas o prazer também aumentou na mesma proporção", justifica o profissional, que nem por um momento pensa em disfarçar o entusiasmo que o move. "Gosto verdadeiramente do que faço. Adoro esta profissão!"
Não é de estranhar, portanto, que a resposta seja só uma - e chegue rápida - quando alguém lhe pergunta qual a fórmula que tem garantido o sucesso do Oceano Pacífico ao longo de mais de duas décadas "O gozo." O segredo de tudo está no prazer que tem no simples facto de estar em estúdio a brincar com o som, a seguir o estado de espírito do momento. A fazer o Oceano Pacífico "com a certeza de que os ouvintes estão a gostar tanto das minhas músicas quanto eu. É uma sensação única, não trocava isto por nada."
Nem precisa, sobretudo porque as coisas resultam bem há 21 anos. É tudo uma questão de jeito e de prática. "E de saber tirar partido das novas tecnologias, de modo a conseguir passar a melhor imagem sonora lá para casa." O computador permite-lhe corrigir um ou outro erro, ter a certeza de que os alinhamentos resultam no melhor timming e ser parte activa em todo o processo - que gere sem a interferências de terceiros, ao seu próprio ritmo. "As noites da RFM não mudaram muito, a forma de fazer as coisas sim. E ainda bem! Porque cresço em cada programa."
Ana Pago/ DN, 01/03/2005
quinta-feira, 10 de março de 2011
Entrevista a João Chaves
A coordenar um dos programas de rádio mais antigos do país o “Oceano Pacífico”, João Chaves aceitou o desafio de responder às perguntas do MaisMinho. Um dos locutores de rádio mais badalados do país conta os segredos dos bastidores que o têm levado ao sucesso.
MaisMinho - Como é para si apresentar um programa de rádio como o "Oceano Pacifico"?
João Chaves - Para mim é uma enorme satisfação apresentar um programa deste género, pois adoro a minha profissão e consegui fazer um programa com sucesso ao longo deste tempo todo, isso para mim é uma grande alegria e sinto-me bem tanto pessoalmente como profissionalmente.
MM - Qual o segredo para a longevidade deste programa que está no ar há 25 anos, praticamente todos os dias da semana com a voz do João Chaves?
JC - Não é segredo nenhum, tudo tem a ver com o horário que é transmitido e a música calma e relaxante, e depois o empenho e a vontade que deixamos no programa, isso é que faz com que o sucesso do “Oceano Pacífico” persista.
MM – O que o “Oceano Pacífico” e o João Chaves tentam oferecer ao longo de quatro horas aos ouvintes da RFM?
JC - Tento oferecer 4 horas de rádio com uma selecção rigorosa de música calma que se pode adaptar a todas as situações, no fundo tento ser a companhia da noite para muitos ouvintes, é isso que lhe tento oferecer durante o tempo de programa.
MM – Acha que as rádios nacionais passam música suficiente para a sua divulgação?
JC - Acho que sim, pois com a lei de percentagens de música portuguesa, acho que se coloca no ar a suficiente, basta cumpri-la, assim poderemos divulgar mais e melhor aquilo que a música nacional tem de melhor.
MM – Que conceito tem acerca da música portuguesa?
JC - Acho que a música portuguesa é importante pois fala a nossa língua, mas as estações de rádio têm os seus ouvintes alvo e tocam a música que mais se ajusta á programação.
MM – Como vê a evolução da música ao longo destes 25 anos no seu percurso de rádio?
JC - Acho que evoluiu muito, a música moderna está a sofrer uma grande mudança, estamos a entrar numa nova fase, que vai demorar tempo a habituarmo-nos, mas lembro-me que quando era miúdo e apareceram os Beatles e outros, quase que não nos deixavam ouvir pois a geração da altura estava habituada a outro tipo de música e hoje o que se houve mais nas rádios é precisamente músicas dos anos 80 e 90.
“As estações de rádio têm os seus ouvintes alvo e tocam a música que mais se ajusta á programação”
MM – É fácil fazer rádio? Ninguém nos vê mas temos de entrar na mentem, no coração das pessoas como faz isso?
JC - Eu acho fácil, pois faço rádio para mim, eu sou o ouvinte mais exigente, mas depois tenho a sorte de os outros ouvintes terem o mesmo gosto que eu.
MM – Como surgiu o nome do programa de rádio “Oceano Pacífico”?
JC - Foi Jaime Fernandes, o director de programas da altura que deu esse nome ao programa do horário da noite, daí eu, quando o comecei a fazer achar que um programa só de baladas era o adequado, pois à noite todos precisavam de música que transmitisse uma certa paz e sossego, e já lá vão 25 anos.
MM - Num programa como "Oceano Pacifico" e sabendo que o João Chaves ama aquilo que faz alguma vez em algum momento pensou em desistir?
JC - Nunca tal me passou pela cabeça, eu gosto de fazer rádio independentemente do programa, e gosto do Oceano Pacifico, já lhe dediquei muito da minha vida para mudar.
MM – Qual foi a maior prenda que recebeu do seu “Oceano Pacífico” ao longo destes 25 anos?
JC - Os meus ouvintes, são muito fieis, tenho muitos que me acompanham desde o inicio, outros que apareceram depois, são sem duvida a melhor prenda, e por isso aqui estou todos os dias para lhes agradecer.
Vítor Aleixo, 11/05/2010
http://www.maisminho.pt/2010/05/entrevista-joao-chaves-locutor-da-rfm.html
MaisMinho - Como é para si apresentar um programa de rádio como o "Oceano Pacifico"?
João Chaves - Para mim é uma enorme satisfação apresentar um programa deste género, pois adoro a minha profissão e consegui fazer um programa com sucesso ao longo deste tempo todo, isso para mim é uma grande alegria e sinto-me bem tanto pessoalmente como profissionalmente.
MM - Qual o segredo para a longevidade deste programa que está no ar há 25 anos, praticamente todos os dias da semana com a voz do João Chaves?
JC - Não é segredo nenhum, tudo tem a ver com o horário que é transmitido e a música calma e relaxante, e depois o empenho e a vontade que deixamos no programa, isso é que faz com que o sucesso do “Oceano Pacífico” persista.
MM – O que o “Oceano Pacífico” e o João Chaves tentam oferecer ao longo de quatro horas aos ouvintes da RFM?
JC - Tento oferecer 4 horas de rádio com uma selecção rigorosa de música calma que se pode adaptar a todas as situações, no fundo tento ser a companhia da noite para muitos ouvintes, é isso que lhe tento oferecer durante o tempo de programa.
MM – Acha que as rádios nacionais passam música suficiente para a sua divulgação?
JC - Acho que sim, pois com a lei de percentagens de música portuguesa, acho que se coloca no ar a suficiente, basta cumpri-la, assim poderemos divulgar mais e melhor aquilo que a música nacional tem de melhor.
MM – Que conceito tem acerca da música portuguesa?
JC - Acho que a música portuguesa é importante pois fala a nossa língua, mas as estações de rádio têm os seus ouvintes alvo e tocam a música que mais se ajusta á programação.
MM – Como vê a evolução da música ao longo destes 25 anos no seu percurso de rádio?
JC - Acho que evoluiu muito, a música moderna está a sofrer uma grande mudança, estamos a entrar numa nova fase, que vai demorar tempo a habituarmo-nos, mas lembro-me que quando era miúdo e apareceram os Beatles e outros, quase que não nos deixavam ouvir pois a geração da altura estava habituada a outro tipo de música e hoje o que se houve mais nas rádios é precisamente músicas dos anos 80 e 90.
“As estações de rádio têm os seus ouvintes alvo e tocam a música que mais se ajusta á programação”
MM – É fácil fazer rádio? Ninguém nos vê mas temos de entrar na mentem, no coração das pessoas como faz isso?
JC - Eu acho fácil, pois faço rádio para mim, eu sou o ouvinte mais exigente, mas depois tenho a sorte de os outros ouvintes terem o mesmo gosto que eu.
MM – Como surgiu o nome do programa de rádio “Oceano Pacífico”?
JC - Foi Jaime Fernandes, o director de programas da altura que deu esse nome ao programa do horário da noite, daí eu, quando o comecei a fazer achar que um programa só de baladas era o adequado, pois à noite todos precisavam de música que transmitisse uma certa paz e sossego, e já lá vão 25 anos.
MM - Num programa como "Oceano Pacifico" e sabendo que o João Chaves ama aquilo que faz alguma vez em algum momento pensou em desistir?
JC - Nunca tal me passou pela cabeça, eu gosto de fazer rádio independentemente do programa, e gosto do Oceano Pacifico, já lhe dediquei muito da minha vida para mudar.
MM – Qual foi a maior prenda que recebeu do seu “Oceano Pacífico” ao longo destes 25 anos?
JC - Os meus ouvintes, são muito fieis, tenho muitos que me acompanham desde o inicio, outros que apareceram depois, são sem duvida a melhor prenda, e por isso aqui estou todos os dias para lhes agradecer.
Vítor Aleixo, 11/05/2010
http://www.maisminho.pt/2010/05/entrevista-joao-chaves-locutor-da-rfm.html
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Disco Oceano Pacifico
A editora CBS (actual Sony) lançou em 1989 uma compilação do programa "Oceano Pacifico". No ano seguinte foi editado "Oceano Pacifico Vol. 2". A escolha dos temas foi de João Chaves. Existe ainda uma edição com temas dos dois volumes editados..
Volume I - 1989
The KorgisEarth, Wind & Fire
Santana
Donovan
KC & The Sunshine Band
Andy Williams
REO Speedwagon
Tony Bennett
Blood, Sweat & Tears
Paulo Gonzo
Bonnie Tyler
Albert Hammond
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Oceano Pacífico" leva-o.... ao Oceano Pacífico
João Chaves ofereceu ao ouvinte mais fiel do " Oceano Pacífico" uma verdadeira viagem de sonho!
O Cruzeiro do Oceano Pacífico já tem vencedor!
Para comemorar os 18 anos de vida do "Oceano Pacífico", o João Chaves ofereceu , ao mais fiel ouvinte do Oceano, uma viagem, para duas pessoas, até ao Havaí com um cruzeiro de 11 dias no Oceano Pacífico, no paquete "Legend of the seas".
O cruzeiro parte de Honolulu, no Havai, a 17 de Março, passa por Nawiliwili, Lahaina, Kailua, Hilo e chega dia 28 à Baía de Todos os Santos, no México, à cidade de Ensenada, considerada "A Cinderela do Pacífico".
Para ganhar um lugar a bordo deste paquete ...só tinha de ouvir, entre 3 e 14 de Fevereiro, todas as noites, de domingo a 6ª feira, das 22 às 2 da manhã, na RFM o sinal de partida do paquete.
E...ao longo de duas semanas de viagem, os ouvintes da RFM revelaram uma fidelidade a toda a prova seguindo atentamente a viagem do “Legends of the seas” e apontando no seu diário de bordo todos os sinais de partida do paquete! Foram centenas os participantes e quase todos com quase todas as repostas certas. Apesar de os apitos de partida do paquete terem sido 12 , para que não nos acusem de crueldade decidimos ter em conta as frases de todas as participações que incluíssem pelo menos 11 apitos certos (uma vez que muita gente perdeu o primeiro)..dando no entanto, obviamente; a primazia aos que acertaram nos 12 sinais.E o vencedor foi ....uma vencedora – A Sandra Cruz Caçador de Ilhavo,de 21 anos, estudante de Matemática que conseguiu ouvir os 12 apitos do paquete “Legend of the seas” e enviar a melhor Frase que incluísse as palavras chave : RFM e Oceano Pacífico .Ela vai partir dia 17 de Março de Avião até Honolulu para apanhar o Legend of the Sea que a levará e ao respectivo acompanhante até Ensenada num magnifico cruzeiro...mas antes disso fez questão de agradecer à RFM e ao João Chaves este prémio de sonho!
-
"MUITÍÍÍSSIMO OBRIGADO" não é suficiente para vos agradecer pela viagem incrivelmente fantástica que me ofereceram. Se eu já era vossa fã, agora, sei que a RFM vai fazer parte da história da minha vida...
Ainda nos custa acreditar ( a mim e à minha irmã que vai me acompanhar) que tenhamos sido as grandes contempladas.
A toda a equipa da RFM e, em particular, ao João Chaves, a minha sincera gratidão e continuem com o excelente trabalho que nos têm proporcionado ao longo destes anos!
Sandra C. Caçador
O Cruzeiro do Oceano Pacífico já tem vencedor!
Para comemorar os 18 anos de vida do "Oceano Pacífico", o João Chaves ofereceu , ao mais fiel ouvinte do Oceano, uma viagem, para duas pessoas, até ao Havaí com um cruzeiro de 11 dias no Oceano Pacífico, no paquete "Legend of the seas".
O cruzeiro parte de Honolulu, no Havai, a 17 de Março, passa por Nawiliwili, Lahaina, Kailua, Hilo e chega dia 28 à Baía de Todos os Santos, no México, à cidade de Ensenada, considerada "A Cinderela do Pacífico".
Para ganhar um lugar a bordo deste paquete ...só tinha de ouvir, entre 3 e 14 de Fevereiro, todas as noites, de domingo a 6ª feira, das 22 às 2 da manhã, na RFM o sinal de partida do paquete.
E...ao longo de duas semanas de viagem, os ouvintes da RFM revelaram uma fidelidade a toda a prova seguindo atentamente a viagem do “Legends of the seas” e apontando no seu diário de bordo todos os sinais de partida do paquete! Foram centenas os participantes e quase todos com quase todas as repostas certas. Apesar de os apitos de partida do paquete terem sido 12 , para que não nos acusem de crueldade decidimos ter em conta as frases de todas as participações que incluíssem pelo menos 11 apitos certos (uma vez que muita gente perdeu o primeiro)..dando no entanto, obviamente; a primazia aos que acertaram nos 12 sinais.E o vencedor foi ....uma vencedora – A Sandra Cruz Caçador de Ilhavo,de 21 anos, estudante de Matemática que conseguiu ouvir os 12 apitos do paquete “Legend of the seas” e enviar a melhor Frase que incluísse as palavras chave : RFM e Oceano Pacífico .Ela vai partir dia 17 de Março de Avião até Honolulu para apanhar o Legend of the Sea que a levará e ao respectivo acompanhante até Ensenada num magnifico cruzeiro...mas antes disso fez questão de agradecer à RFM e ao João Chaves este prémio de sonho!
-
"MUITÍÍÍSSIMO OBRIGADO" não é suficiente para vos agradecer pela viagem incrivelmente fantástica que me ofereceram. Se eu já era vossa fã, agora, sei que a RFM vai fazer parte da história da minha vida...
Ainda nos custa acreditar ( a mim e à minha irmã que vai me acompanhar) que tenhamos sido as grandes contempladas.
A toda a equipa da RFM e, em particular, ao João Chaves, a minha sincera gratidão e continuem com o excelente trabalho que nos têm proporcionado ao longo destes anos!
Sandra C. Caçador
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Vinte anos a embalar as noites de milhares de portugueses
A longevidade do Oceano Pacífico torna-o um caso à parte no panorama das rádios portuguesas. Com a primeira edição a ir para o ar a 15 de Outubro de 1984, o programa soube manter-se fiel aos seus princípios fundadores, e jamais se afastou da rota definida pelo seu timoneiro - o locutor João Chaves, responsável pelas quatro horas mais suaves da RFM.
Celebrar os 20 anos deste programa, iniciado ainda nos tempos da Renascença FM, é celebrar um conceito que persiste sem rectificações de modas e tendências, preocupado apenas com a sua chave simples e original: «Música calma e de qualidade para relaxar as pessoas.» Não é preciso mais, não há grandes segredos e teorias. E a prová-lo está a média diária de ouvintes, em pleno ano de 2004: entre 100 e 150 mil pessoas.
Numa apropriada comemoração, João Chaves convidou a equipa da RFM, alguns amigos e ainda diversos fãs para uma esplêndida viagem pelo rio Douro, com partida no cais de Gaia e chegada à Vila do Pinhão. Foram horas de tranquilidade ao som de alguns temas que celebrizaram o programa, atravessando-se paisagens magníficas e as três barragens que pontuam o percurso. (...)
Vinte anos de Oceano Pacífico, vinte anos sem mexer na ideia. E o seu autor apresenta-se calmo, desassombrado, poupando as palavras como o faz todos os dias entre as 22.00 e as 2 da manhã. «O programa começou sem um ciclo de vida definido», explicou João Chaves.
Surgiu para criar uma alternativa à televisão, já na altura o grande obstáculo a um serão mais pacífico. «Acho que as pessoas gostam, ao fim de um dia de trabalho, de se deixarem levar por canções calmas, baladas, algo que lhes dê um pouco de tranquilidade e romantismo.» Esse romantismo que levou alguns dos ouvintes a iniciarem relações ao som de Prince, Procul Harum, The Korgis, Cars ou Roxy Music. «Hoje em dia quem ouve o programa são as mesmas pessoas dos anos 80, e nalguns casos os filhos deles, a quem foi passado o gosto.»
João Chaves referiu ainda a tendência que existe na rádio de se copiarem os modelos de sucesso, o que contribui para uma uniformização de conteúdos. «Este já foi o programa mais imitado da rádio portuguesa», assegura o locutor. Mas os clones foram-se, enquanto o Oceano continuou pacífico.
Ricardo Jorge Fonseca / DN, 25/10/2004
Programa de rádio Oceano Pacifico - 20 anos
Celebrar os 20 anos deste programa, iniciado ainda nos tempos da Renascença FM, é celebrar um conceito que persiste sem rectificações de modas e tendências, preocupado apenas com a sua chave simples e original: «Música calma e de qualidade para relaxar as pessoas.» Não é preciso mais, não há grandes segredos e teorias. E a prová-lo está a média diária de ouvintes, em pleno ano de 2004: entre 100 e 150 mil pessoas.
Numa apropriada comemoração, João Chaves convidou a equipa da RFM, alguns amigos e ainda diversos fãs para uma esplêndida viagem pelo rio Douro, com partida no cais de Gaia e chegada à Vila do Pinhão. Foram horas de tranquilidade ao som de alguns temas que celebrizaram o programa, atravessando-se paisagens magníficas e as três barragens que pontuam o percurso. (...)
Vinte anos de Oceano Pacífico, vinte anos sem mexer na ideia. E o seu autor apresenta-se calmo, desassombrado, poupando as palavras como o faz todos os dias entre as 22.00 e as 2 da manhã. «O programa começou sem um ciclo de vida definido», explicou João Chaves.
Surgiu para criar uma alternativa à televisão, já na altura o grande obstáculo a um serão mais pacífico. «Acho que as pessoas gostam, ao fim de um dia de trabalho, de se deixarem levar por canções calmas, baladas, algo que lhes dê um pouco de tranquilidade e romantismo.» Esse romantismo que levou alguns dos ouvintes a iniciarem relações ao som de Prince, Procul Harum, The Korgis, Cars ou Roxy Music. «Hoje em dia quem ouve o programa são as mesmas pessoas dos anos 80, e nalguns casos os filhos deles, a quem foi passado o gosto.»
João Chaves referiu ainda a tendência que existe na rádio de se copiarem os modelos de sucesso, o que contribui para uma uniformização de conteúdos. «Este já foi o programa mais imitado da rádio portuguesa», assegura o locutor. Mas os clones foram-se, enquanto o Oceano continuou pacífico.
Ricardo Jorge Fonseca / DN, 25/10/2004
Programa de rádio Oceano Pacifico - 20 anos
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Os Programas de Rádio Que Resistem ao Tempo
No ar há mais de uma década
Cinco Minutos de Jazz, Lugar ao Sul, Íntima Fracção, Oceano Pacífico, Grande Júri e Repórter da História são programas radiofónicos. Em comum têm um passado com, no mínimo, uma década
Não há receitas mágicas nem universais que determinem o êxito de um programa. É a conclusão que se pode retirar da análise de cada um dos programas de rádio que, em Portugal, têm resistido à erosão do tempo e se mantêm no ar, indiferentes à idade. Entre músicas e palavras, são um exemplo de longevidade.
Cinco Minutos de Jazz, Lugar ao Sul, Íntima Fracção, Oceano Pacífico e Grande Júri são, neste momento, os programas em exibição com mais tempo de vida, todos com mais de 13 anos. A rubrica O Repórter da História, com quase 25 anos, é outro exemplo de longevidade.
Mas, afinal, haverá ou não alguma explicação para a longevidade? Cada programa apresenta a sua própria versão, mas as reacções positivas dos ouvintes são um facto incontornável. Por outro lado, cada programa conseguiu criar, ao longo dos anos, um ambiente próprio a que os ouvintes se acostumaram e que continuam a procurar em cada emissão. Para os responsáveis por estes programas este é, sem dúvida, um dos factores mais importantes para o sucesso e continuação das emissões. O horário e a duração também ajudam a explicar a longevidade. Depois há as particularidades de cada um, que marcam a diferença e que fazem com que cada programa seja único.
As histórias de sucesso
Cinco Minutos de Jazz é actualmente, depois da suspensão do Em Órbita (na Antena 2), o programa de rádio mais antigo no ar. Tem 35 anos, apesar de ter estado suspenso entre 1975 e 1983. Trinta e cinco anos dedicados a divulgar a música jazz em Portugal. E "é a força, a longevidade e a verdade do jazz que explicam o sucesso e a longevidade do programa", afirma José Duarte, o seu responsável. Mas a fórmula, e principalmente a sua duração, é determinante. "As pessoas gostam porque não as maça" (o programa dura em média cerca de cinco minutos, de onde o nome). João Coelho, director da Antena 1, que emite o programa desde 3 de Junho de 1993, também salienta este facto. "O formato breve, sendo pedagógico e divulgador, é o ideal para inserir na grelha, devido à sua flexibilidade."
A longevidade é apenas um dos marcos do Cinco Minutos de Jazz. José Duarte gosta de acrescentar outro. No decorrer de todos estes anos, "o programa conseguiu o respeito pelo jazz. Nos anos 60 [quando o programa começou] as pessoas chegavam mesmo a ser malcriadas".
Rafael Correia, o autor e responsável pelo programa Lugar ao Sul, da Antena 1, prefere não falar do sucesso do programa, mas sim do seu valor intrínseco. "Sucesso têm as novelas", afirma. A mais-valia do programa reside, segundo Rafael Correia, no contacto com a verdadeira realidade do país, o "Portugal profundo", uma expressão que é agora muito recorrente, mas que quando o programa começou, há 21 anos, era ainda desconhecida. Para João Coelho, este é um programa importante na grelha da emissora para o fim-de-semana. O Lugar ao Sul é, juntamente com a Feira Franca e com o Margens D'Ouro, uma das peças da trilogia de programas deste canal dedicados ao contacto com o "país real".
Tocar as pessoas e estar atento
Para Francisco Amaral, autor e apresentador do Íntima Fracção, o mais importante é conseguir chegar às pessoas. E, "se há algum segredo para o sucesso do programa, é a ligação entre várias épocas de música e textos que tocam as pessoas". Por outro lado, é o próprio ambiente que se cria e que faz com que haja ouvintes fiéis, com gravações de anos do programa, acrescenta Francisco Amaral. Mas se calhar o sucesso do programa, da TSF, reside no mais óbvio: "É um programa sincero que gosto de fazer e se calhar por isso é que há pessoas que o ouvem."
Para João Chaves, o apresentador e responsável pelo programa Oceano Pacífico, no ar há quase 17 anos, a música é o ingrediente mais importante do programa que mantém na RFM e nele reside o seu sucesso. "Acima de tudo é a música que faz com que o programa tenha sucesso. Toco as músicas que as pessoas gostam", afirma, mas salienta a importância da sua locução, com o mesmo ritmo das baladas que escolhe e que, em conjunto, criam o ambiente próprio do programa. Depois, há o próprio horário. João Chaves tem consciência da importância deste facto, e refere-o: "É neste horário [à noite] que as pessoas estão mais receptivas." Pedro Tojal, director de programas da RFM, acrescenta mais alguns dados, salientando a importância de não se ficar parado no tempo. "É preciso estar sempre atento aos gostos das pessoas, até porque o programa, se calhar, já abrange duas gerações com gostos diferentes."
O programa Grande Júri é uma das imagens de marca da TSF, onde é emitido desde o primeiro dia da estação, que iniciou oficialmente as emissões em 1989. Carlos Andrade, um dos actuais entrevistadores, juntamente com Carlos Magno, afirma que é o "feedback" que recebe que faz com que o programa tenha razão de ser. Mas o que, concretamente, faz o sucesso do programa é mais difícil de explicar. "É um conjunto de ingredientes de natureza subjectiva", começa por afirmar Carlos Andrade, que é também o director da TSF. Entre esses, destaca a competência dos entrevistadores, os actuais e os anteriores, e o próprio factor história, pois "é um programa consolidado".
Outra medida do sucesso é, para Carlos Andrade, a boa taxa de aceitação dos convites pelas personalidades convidadas. Até porque sente que "os 'decisores' reconhecem imediatamente o nome do programa e esse é um dos principais motivos por que aceitam participar".
O Repórter da História não é propriamente um programa, é uma pequena rubrica de efemérides que não dura mais do que quatro minutos. No entanto, já está no ar há quase 25 anos. Para Zuzarte Reis, o criador do programa e autor dos textos, o que contribui para a longevidade desta emissão é precisamente a sua curta duração. "Não chateia", ironiza Zuzarte Reis. "O programa chama a atenção do ouvinte para os assuntos históricos sem entrar em grandes pormenores, não maçando desta forma os ouvintes", explica, agora a sério, Zuzarte Reis.
Ainda este ano (em Dezembro), também o programa Café da Manhã, que a RFM emite diariamente entre as 6h00 e as 10h30, vai completar uma década de emissões. E em Janeiro de 2002 será a vez do Bom Dia, de José Candeias, na Renascença, se juntar ao clube dos programas de rádio com uma história de uma década para contar.
B.I. dos Programas
Domingo, 22 de Abril de 2001
Cinco Minutos de Jazz
Antena 1
2ª a 6ª, às 00h15
Permanência. Para José Duarte esta é a palavra que caracteriza o Cinco Minutos de Jazz, o programa que já dura há 35 anos (embora suspenso entre 7 de Novembro de 1975 e 31 de Dezembro de 1983). Dedica-se a divulgar a música jazz em Portugal, até porque, para José Duarte,"o jazz é uma língua" que se pode ensinar. E desde 21 de Fevereiro de 1966 o programa já formou várias gerações. "O problema é que as sucessivas gerações namoram, mas não casam com o jazz", lamenta.
Lugar ao Sul
Antena 1
Sábados, das 09h00 às 11h00
No Lugar ao Sul as palavras reinam há 21 anos (a primeira emissão foi em Janeiro de 1980), sempre na Antena 1. As palavras são das "gentes" de Portugal, já que as do apresentador e autor do programa, Rafael Correia, são poucas. Cada sábado, ao longo de duas horas, Rafael Correia pinta mais um retrato da "verdadeira" realidade de Portugal, apresentando as histórias das vozes que normalmente permanecem longe da atenção dos meios de comunicação social. É um programa que procura descobrir e dar a conhecer os cidadãos do "Portugal Profundo".
Íntima Fracção
TSF
Domingos, da 01h00 às 03h00
Um programa também se constrói com silêncios e o Íntima Fracção, que acabou de comemorar 17 anos de vida (a sua primeira emissão foi a 8 de Abril de 1984 na Antena 1, mas desde 1989 que está na TSF), é um bom exemplo. "Pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir" é o lema do programa de Francisco Amaral que conjuga a música, as palavras (com destaque para os textos lidos no programa), os sons e até os silêncios, um dos grandes inimigos da rádio. É um programa "ensonado", diz Francisco Amaral, já que não se dirige directamente às pessoas. Pretende antes ser um suporte para deixar voar a imaginação.
Oceano Pacífico
RFM
Domingo a sexta, das 22h00 à 01h00
Adormecer ao som das baladas do Oceano Pacífico é já um hábito para muitos portugueses. Desde Outubro de 1984 (primeiro na Renascença e a partir de Janeiro de 1987 na RFM) que João Chaves continua a recriar no seu programa um ambiente calmo, aquele que as pessoas procuram depois de cada dia de trabalho. As baladas que João Chaves coloca no ar permitem recordar e reviver outros tempos. É um programa para ouvir calmamente ou conjugar com outras tarefas. Ao critério do ouvinte.
Grande Júri
TSF
Sábados, às 12h00
Muitas vezes o programa ultrapassa a própria TSF, onde está desde o início da estação. Não é raro que excertos das entrevistas semanais sejam reproduzidos por outros órgãos de comunicação. É que se o Grande Júri não é por vocação um programa de entrevistas políticas, cerca de 95 por cento dos convidados são políticos. Actualmente, as entrevistas são conduzidas por Carlos Andrade e por Carlos Magno, mas já passaram pelo programa nomes como Teresa de Sousa, Júlio Isidro, Emídio Rangel, Miguel Sousa Tavares ou Margarida Marante.
Repórter da História
Rádio Renascença
Incluído no programa Boa Tarde, das 13h00 às 15h00
São apenas quatro minutos, mas que se repetem há quase 25 anos (começou no Outono de 1976). Todos os dias o repórter da História faz uma viagem no tempo e tanto pode recuar anos como séculos. E, em directo, faz a reportagem de mais um momento histórico. O repórter da História é um viajante no tempo que recria para o ouvinte todo o ambiente da época abordada em cada rubrica. E é essa encenação presente no programa que faz com que o apresentador seja um actor. Rui de Carvalho é o repórter de serviço.
Por Teresa Matos / Público, 22 de Abril de 2001
Cinco Minutos de Jazz, Lugar ao Sul, Íntima Fracção, Oceano Pacífico, Grande Júri e Repórter da História são programas radiofónicos. Em comum têm um passado com, no mínimo, uma década
Não há receitas mágicas nem universais que determinem o êxito de um programa. É a conclusão que se pode retirar da análise de cada um dos programas de rádio que, em Portugal, têm resistido à erosão do tempo e se mantêm no ar, indiferentes à idade. Entre músicas e palavras, são um exemplo de longevidade.
Cinco Minutos de Jazz, Lugar ao Sul, Íntima Fracção, Oceano Pacífico e Grande Júri são, neste momento, os programas em exibição com mais tempo de vida, todos com mais de 13 anos. A rubrica O Repórter da História, com quase 25 anos, é outro exemplo de longevidade.
Mas, afinal, haverá ou não alguma explicação para a longevidade? Cada programa apresenta a sua própria versão, mas as reacções positivas dos ouvintes são um facto incontornável. Por outro lado, cada programa conseguiu criar, ao longo dos anos, um ambiente próprio a que os ouvintes se acostumaram e que continuam a procurar em cada emissão. Para os responsáveis por estes programas este é, sem dúvida, um dos factores mais importantes para o sucesso e continuação das emissões. O horário e a duração também ajudam a explicar a longevidade. Depois há as particularidades de cada um, que marcam a diferença e que fazem com que cada programa seja único.
As histórias de sucesso
Cinco Minutos de Jazz é actualmente, depois da suspensão do Em Órbita (na Antena 2), o programa de rádio mais antigo no ar. Tem 35 anos, apesar de ter estado suspenso entre 1975 e 1983. Trinta e cinco anos dedicados a divulgar a música jazz em Portugal. E "é a força, a longevidade e a verdade do jazz que explicam o sucesso e a longevidade do programa", afirma José Duarte, o seu responsável. Mas a fórmula, e principalmente a sua duração, é determinante. "As pessoas gostam porque não as maça" (o programa dura em média cerca de cinco minutos, de onde o nome). João Coelho, director da Antena 1, que emite o programa desde 3 de Junho de 1993, também salienta este facto. "O formato breve, sendo pedagógico e divulgador, é o ideal para inserir na grelha, devido à sua flexibilidade."
A longevidade é apenas um dos marcos do Cinco Minutos de Jazz. José Duarte gosta de acrescentar outro. No decorrer de todos estes anos, "o programa conseguiu o respeito pelo jazz. Nos anos 60 [quando o programa começou] as pessoas chegavam mesmo a ser malcriadas".
Rafael Correia, o autor e responsável pelo programa Lugar ao Sul, da Antena 1, prefere não falar do sucesso do programa, mas sim do seu valor intrínseco. "Sucesso têm as novelas", afirma. A mais-valia do programa reside, segundo Rafael Correia, no contacto com a verdadeira realidade do país, o "Portugal profundo", uma expressão que é agora muito recorrente, mas que quando o programa começou, há 21 anos, era ainda desconhecida. Para João Coelho, este é um programa importante na grelha da emissora para o fim-de-semana. O Lugar ao Sul é, juntamente com a Feira Franca e com o Margens D'Ouro, uma das peças da trilogia de programas deste canal dedicados ao contacto com o "país real".
Tocar as pessoas e estar atento
Para Francisco Amaral, autor e apresentador do Íntima Fracção, o mais importante é conseguir chegar às pessoas. E, "se há algum segredo para o sucesso do programa, é a ligação entre várias épocas de música e textos que tocam as pessoas". Por outro lado, é o próprio ambiente que se cria e que faz com que haja ouvintes fiéis, com gravações de anos do programa, acrescenta Francisco Amaral. Mas se calhar o sucesso do programa, da TSF, reside no mais óbvio: "É um programa sincero que gosto de fazer e se calhar por isso é que há pessoas que o ouvem."
Para João Chaves, o apresentador e responsável pelo programa Oceano Pacífico, no ar há quase 17 anos, a música é o ingrediente mais importante do programa que mantém na RFM e nele reside o seu sucesso. "Acima de tudo é a música que faz com que o programa tenha sucesso. Toco as músicas que as pessoas gostam", afirma, mas salienta a importância da sua locução, com o mesmo ritmo das baladas que escolhe e que, em conjunto, criam o ambiente próprio do programa. Depois, há o próprio horário. João Chaves tem consciência da importância deste facto, e refere-o: "É neste horário [à noite] que as pessoas estão mais receptivas." Pedro Tojal, director de programas da RFM, acrescenta mais alguns dados, salientando a importância de não se ficar parado no tempo. "É preciso estar sempre atento aos gostos das pessoas, até porque o programa, se calhar, já abrange duas gerações com gostos diferentes."
O programa Grande Júri é uma das imagens de marca da TSF, onde é emitido desde o primeiro dia da estação, que iniciou oficialmente as emissões em 1989. Carlos Andrade, um dos actuais entrevistadores, juntamente com Carlos Magno, afirma que é o "feedback" que recebe que faz com que o programa tenha razão de ser. Mas o que, concretamente, faz o sucesso do programa é mais difícil de explicar. "É um conjunto de ingredientes de natureza subjectiva", começa por afirmar Carlos Andrade, que é também o director da TSF. Entre esses, destaca a competência dos entrevistadores, os actuais e os anteriores, e o próprio factor história, pois "é um programa consolidado".
Outra medida do sucesso é, para Carlos Andrade, a boa taxa de aceitação dos convites pelas personalidades convidadas. Até porque sente que "os 'decisores' reconhecem imediatamente o nome do programa e esse é um dos principais motivos por que aceitam participar".
O Repórter da História não é propriamente um programa, é uma pequena rubrica de efemérides que não dura mais do que quatro minutos. No entanto, já está no ar há quase 25 anos. Para Zuzarte Reis, o criador do programa e autor dos textos, o que contribui para a longevidade desta emissão é precisamente a sua curta duração. "Não chateia", ironiza Zuzarte Reis. "O programa chama a atenção do ouvinte para os assuntos históricos sem entrar em grandes pormenores, não maçando desta forma os ouvintes", explica, agora a sério, Zuzarte Reis.
Ainda este ano (em Dezembro), também o programa Café da Manhã, que a RFM emite diariamente entre as 6h00 e as 10h30, vai completar uma década de emissões. E em Janeiro de 2002 será a vez do Bom Dia, de José Candeias, na Renascença, se juntar ao clube dos programas de rádio com uma história de uma década para contar.
B.I. dos Programas
Domingo, 22 de Abril de 2001
Cinco Minutos de Jazz
Antena 1
2ª a 6ª, às 00h15
Permanência. Para José Duarte esta é a palavra que caracteriza o Cinco Minutos de Jazz, o programa que já dura há 35 anos (embora suspenso entre 7 de Novembro de 1975 e 31 de Dezembro de 1983). Dedica-se a divulgar a música jazz em Portugal, até porque, para José Duarte,"o jazz é uma língua" que se pode ensinar. E desde 21 de Fevereiro de 1966 o programa já formou várias gerações. "O problema é que as sucessivas gerações namoram, mas não casam com o jazz", lamenta.
Lugar ao Sul
Antena 1
Sábados, das 09h00 às 11h00
No Lugar ao Sul as palavras reinam há 21 anos (a primeira emissão foi em Janeiro de 1980), sempre na Antena 1. As palavras são das "gentes" de Portugal, já que as do apresentador e autor do programa, Rafael Correia, são poucas. Cada sábado, ao longo de duas horas, Rafael Correia pinta mais um retrato da "verdadeira" realidade de Portugal, apresentando as histórias das vozes que normalmente permanecem longe da atenção dos meios de comunicação social. É um programa que procura descobrir e dar a conhecer os cidadãos do "Portugal Profundo".
Íntima Fracção
TSF
Domingos, da 01h00 às 03h00
Um programa também se constrói com silêncios e o Íntima Fracção, que acabou de comemorar 17 anos de vida (a sua primeira emissão foi a 8 de Abril de 1984 na Antena 1, mas desde 1989 que está na TSF), é um bom exemplo. "Pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir" é o lema do programa de Francisco Amaral que conjuga a música, as palavras (com destaque para os textos lidos no programa), os sons e até os silêncios, um dos grandes inimigos da rádio. É um programa "ensonado", diz Francisco Amaral, já que não se dirige directamente às pessoas. Pretende antes ser um suporte para deixar voar a imaginação.
Oceano Pacífico
RFM
Domingo a sexta, das 22h00 à 01h00
Adormecer ao som das baladas do Oceano Pacífico é já um hábito para muitos portugueses. Desde Outubro de 1984 (primeiro na Renascença e a partir de Janeiro de 1987 na RFM) que João Chaves continua a recriar no seu programa um ambiente calmo, aquele que as pessoas procuram depois de cada dia de trabalho. As baladas que João Chaves coloca no ar permitem recordar e reviver outros tempos. É um programa para ouvir calmamente ou conjugar com outras tarefas. Ao critério do ouvinte.
Grande Júri
TSF
Sábados, às 12h00
Muitas vezes o programa ultrapassa a própria TSF, onde está desde o início da estação. Não é raro que excertos das entrevistas semanais sejam reproduzidos por outros órgãos de comunicação. É que se o Grande Júri não é por vocação um programa de entrevistas políticas, cerca de 95 por cento dos convidados são políticos. Actualmente, as entrevistas são conduzidas por Carlos Andrade e por Carlos Magno, mas já passaram pelo programa nomes como Teresa de Sousa, Júlio Isidro, Emídio Rangel, Miguel Sousa Tavares ou Margarida Marante.
Repórter da História
Rádio Renascença
Incluído no programa Boa Tarde, das 13h00 às 15h00
São apenas quatro minutos, mas que se repetem há quase 25 anos (começou no Outono de 1976). Todos os dias o repórter da História faz uma viagem no tempo e tanto pode recuar anos como séculos. E, em directo, faz a reportagem de mais um momento histórico. O repórter da História é um viajante no tempo que recria para o ouvinte todo o ambiente da época abordada em cada rubrica. E é essa encenação presente no programa que faz com que o apresentador seja um actor. Rui de Carvalho é o repórter de serviço.
Por Teresa Matos / Público, 22 de Abril de 2001
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